Depois que ela passou por aqui…

22 Novembro, 2007 por Patris

Björk no TIM FESTIVAL, 26/10, Rio de Janeiro

Muito bem, vou postar a resenha de uma amiga sobre a edição do Rio de Janeiro do TIM FESTIVAL e a passagem da cantora Björk pelo Brasil em sua turnê “VOLTA”. Apesar de já ter se passado quase um mês do evento, hoje é 21 de novembro, aniversário da cantora, portanto muito justa a homenagem! = )

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MARINA DA GLÓRIA FICA IMANTADA POR BELAS VOZES

por Maria Elisa de Macedo

Tim Festival 2007. Marina da Glória, Rio de Janeiro. Depois de dias chuvosos, o Rio de Janeiro abre o céu e os ouvidos para o Tim Festival. E lá podia se ver de tudo. Lugar de encher não só os ouvidos…os olhos também agradeceram. Faltavam alguns instantes para o primeiro show no palco Volta, que iria receber em poucos minutos a cantora Bjork. Mas antes, Antony and The Johnsons abriria o show da tão esperada islandesa.
Dentro da enorme tenda montada na “vila” do Tim Festival, via-se de tudo: desde de meninas vestidas e maquiadas como a diva esquimó a jovens e senhores descolados. Antony adentra ao palco e é ovacionado pela platéia, que responde calorosamente ao anúncio da primeira canção. Genuinamente melancólico, o músico mostra porque é tão aclamado, revelando uma voz potente e limpa nada diferente do compact disc. Uma simplória, mas não menos bela, orquestra de cordas acompanha o piano de Antony. Os The Johnsons seguem o ritmo calmo,belo e triste do diferente cantor Antony Hegarty, que encantou Lou Reed em meados dos 90.

Björk (en)canta, grita e surpreende mais uma vez

Você imagina “Hyperballad” bem eletrônica? Não? Pois bem, foi assim que ela foi executada no primeiro show da Bjork no Tim Festival 2007. A música começa e logo o público faz com que não se ouça a voz da cantora, que notadamente se alegra com a reação dos milhares de espectadores emocionados. Na mesma levada de praxe a canção de Fireworks vai crescendo até fazer a Marina da Glória tremer. Imagino que a extensa fila que já se formava para o próximo show – do Artic Monkeys sentiu que aquilo não era brincadeira e devem provavelmente terem visto “faíscas” saindo dali dentro.

E todo foi na medida. O espetáculo já começa com o palco, onde flâmulas gigantes com desenhos de animais estavam penduradas. De repente uma banda de metais, quase um exército de loiros com bandeirolas vermelhas nas cabeças entram em cortejo. Wonderbass, nome do grupo, segue tocando seus instrumentos de sopro e se posicionam devidamente no palco. O público já não se segura e sabe que aí tem. E tem! Bjork entra triunfal em uma roupa bufante dourada e num pique que logo se reflete nos gritos da platéia. Três telões espalhados pela tenda, exibem a performance dos dois produtores eletrônicos que integram a trupe da cantora – imagens do Reactable foram um show à parte, já que diferentes objetos são movimentados sobre uma mesa luminosa – uma espécie de sintetizador sem teclas. A cada movimento surge belas animações e desenhos na superfície da mesa, isso, graças a uma câmera e um monitor colocados sob ela.

Bjork não se cansou. Andava de um lado para o outro, pulou, fazia passos ritmados e sem nenhuma pretensão. Volta foi o disco da carreira mais executado na apresentação, já não mais chuvosa do Rio de Janeiro. “Earth Intruders” abriu a noite e o público já foi ao delírio. Vespertine (2001) também foi lembrado com a canção “Pagan Poetry”. A islandesa não deixou de fora canções do Post (1995), Homogenic (1997) e Medula (2004), levando o público ao delírio, transformando o lugar numa miscelânea de Meca e pista de dança. Finda-se o espetáculo. Quase duas horas depois ela se despede em um sonoro Adeus carregado de sotaque. Volta já se transformou em um pedido de bis, em que é acatado de forma inebriante: “Viva la revolucion”, gritou Bjork, declarando independência na contagiante música “Declare Independence” do cd Volta. A mini orquestra voltou junto e não se conteve ao dançar freneticamente. Era energia pura. Bjork sugou tudo de todos. Ainda bem!

18 Outubro, 2007 por Patris

Prezadas PESSOAS!

Para inaugurar o blog do Etereopop vou postar um texto. A partir deste texto retire sua impressão…

Vivemos numa era de frames e samples na qual um loop ou um recorte não podem substituir a explanação de um contexto, porém, podem trazer importantes pistas a respeito. Ao invés de desenhar aqui este contexto ou uma introdução sobre o que venha a ser o blog do etereopop, vou deixar uma pista. A cada post uma pista. Eu os convido a construir sua percepção sobre o perfil deste blog através da leitura dos posts. E claro, sua contribuição nessa construção com seus comentários será sempre muito bem vinda. Deixe aí seu sample, frame, recorte ou retalhada… vamos costurar uma colcha rica de trocas e conteúdo.

Por hora, um petisco… um pequeno mosaico!

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Musaico – meu DNA musical

Em relação a pessoas e música, andei pensando a respeito.

A relação das pessoas com a música, andei pensando sobre.

O respeito entre pessoas e seus gostos musicais andei relacionando.

Fazendo uma viagem interior na minha persona musical encontrei várias pessoas. Estava tendo uma festa eclética naquela sala. Tentava entender porque figuras de todos os tempos se reuniam num espaço sem tempo e sem lugar.

Procurava o laço que as unia, era meu dever de casa. Seria nas vestes? Na idade? Na geração? Uma ou outra peça se juntava e o mosaico era belo. Era meu elo com a música.

Percebi que esse elo era um laço de vários nós. E em cada nó um momento demarcado. Naquele momento, aquele elo era o que havia. O mais vibrante, o mais vivo, o mais colorido. Aquele nó representava um marco em um tempo.

E a cada nó que eu visitava uma cor, uma memória, pessoas, histórias. Descobri que música é um pacote, uma caixinha de pandora, com cheiro, tato, sabor. Gosto de visitar meus momentos. E para cada novo momento trago um pouco dos outros.

Saí da sala com meu colar de nós em mosaico, minha coletânea de momentos, cores e cheiros. Saí toda decorada e temperada daquela história. Queria escolher a ponta do colar que ficaria no colo, mas qual escolher? Todas são parte de um todo, não havia uma superioridade, havia uma marca que era aquele desenho em torno da garganta.

Ao invés de trazer à tona um ponto de cada nó, trago um colar para nós. Para brincar de colar as mesmas peças num só mosaico, de somar novos pontos, cheiros e cores a cada dia que passa, no fio de linha que é a vida e as voltas que ela dá em torno de si. E assim seguirei com meu colar mutante, na minha festa de várias pessoas. Vamos trocar impressões? Deixe sua marca em mim. Ponha uma música.

Patris.